Kaleidoscópio Literário
a expressão de Kathleen Lessa
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Meu Diário
10/12/2008 22h10
10 de Dezembro __ 4ª feira de muito calor! (kml)

"A primeira manhã da criação escreveu o que o último crepúsculo há de ler." 
(Omar Khayyam)


 
Há tempos olho esse espaço em branco e me pergunto o que escrever nele. Quem sabe deixá-lo vazio... Não há necessidade de se preencher tudo que está vazio. Quando se tem essa inclinação reputo como neura!  É assim com as caixinhas que ganho de presente, com vidros de geléia ou mel quando acabam, com algumas belas embalagens de papelão, latas para nosso café de exportação.
Viram um problema para mim!
Quero arranjar-lhes um conteúdo, um recheio. Preencher com quê? Por quê?Algum psicanalista de plantão arrisca uma explicação? Será que baterá com minhas próprias considerações, aprendidas nos antigos almanaques, estilo "jeca-tatu", que se distribuíam nas farmácias? Foram para mim uma escola de sabedoria para a vida! Qual seja: a maioria das coisas que fazemos é por nada! Não há motivo maior que não seja o gosto, o capricho, o desejo. Fazemos porque queremos. Sem explicações. Sem filosofias.
A vontade não carece de muita psicologia. Ainda mais nos dias atuais! Tantas sintomatologias que temos (coceiras, espirros, diarréias, alergias, vômitos inexplicáveis) que no PS e consultórios médicos  recebem o mesmo o veredicto: virose! Virose, que virou sinônimo de "não sabemos".
Assim a tendência a querer preencher os espaços vazios. Não sabemos. E nem precisamos saber.
É imperioso que todo vazio deva ser preenchido?

Agora à noite, vi acidentalmente a foto que abre esse diário. O autor é José Saruga, um português de Évora. O título: "Querer Escrever".
Pensei: escrever é um querer! Um exercício do querer. É querer querer!
De repente quis. Está aberto este diário ou blog. Sem título.

Nada de interessante sobre meu cotidiano maçante terei para contar aos leitores.
Nem eles estão interessados nisso. Nem eu quero contar-lhes minha vida.
(Ou quero? Alinhavar minhas lembranças e memórias?)
Então, de vez em quando, cá virei falar comigo mesma ou com quem quiser falar comigo. Postar textos interessantes que descubro de amigos (e de inimigos... Sejamos justos com o talento), indicar sites,  indignar-me contra fatos e atitudes, reconhecer emoções legítimas, o que me aprouver (ou sugerirem), escrever cartas de amor.

Ficamos combinados assim.
A qualquer dia, a qualquer hora posso escrever algo.
Par hasard!
A imprevisibilidade é muito atraente.

Chove em São Paulo. Fortes trovoadas.
Mesmo assim o calor não amaina. Sinto-me numa estufa.

Olá, queridos amigos!
Namastê.


Publicado por KATHLEEN LESSA
em 10/12/2008 às 22h10
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Os textos da autora têm registro no ISBN. Plágio é crime.